A ativista pró-vida Abby Johnson, ex-funcionária da Planned Parenthood, descreveu a “barbárie” do aborto durante a sua participação na Convenção Republicana Nacional nos Estados Unidos.

Em sua participação na noite passada, Johnson rejeitou o legado racista e eugênico da fundadora da Planned Parenthood, Margaret Sanger, e explicou que 80% das clínicas de aborto desta organização estão localizadas em bairros habitados por minorias.

Johnson descreveu como é feito um aborto no terceiro trimestre, algo que presenciou quando trabalhava para a Planned Parenthood. Explicou que viu "um nascituro lutando, movendo-se desesperadamente para se livrar da sucção".

"A última coisa que vi foi sua espinha se torcendo no útero da mãe antes de sucumbir à força da sucção", acrescentou.

Ver aquele aborto, continuou, a fez renunciar ao seu emprego e deixar a indústria do aborto. “Para muitos que se consideram pró-vida, o aborto é algo abstrato. É uma barbárie inconcebível”, disse.

“Não sabem sobre os quartos para os 'produtos da concepção' nas clínicas de aborto, onde juntam os pedaços dos cadáveres de bebês para garantir que não ficou nada no ventre das mães, ou que brincamos e os chamamos de ‘quarto de pedaços de crianças’”.

“Para mim, o aborto é real. Eu sei como é. Eu sei como cheira o aborto. Sabiam que o aborto tem um cheiro?”, perguntou Johnson, que antes de sua conversão à causa pró-vida se submeteu a dois abortos.

Abby Johnson disse que "a vida é um tema essencial em relação a quem somos como norte-americanos" e que o presidente Donald Trump "fez mais pelos nascituros do que qualquer outro presidente", enquanto os candidatos democratas Joe Biden e Kamala Harris são "dois radicais, ativistas antivida."

A plataforma do Partido Democrata pediu pela primeira vez que o aborto fosse incluído na lei federal e reiterou seu apelo de 2016 para que a Emenda Hyde seja rejeitada, uma medida que proíbe o uso de fundos federais para o aborto.

A plataforma do Partido Republicano não mudou desde 2016, quando solicitou que o aborto fosse ilegal, mas publicou uma lista de 50 pontos com as prioridades para um segundo mandato de Trump. A política de aborto não é mencionada nesses pontos, embora Johnson disse que, em um segundo mandato, a administração Trump continuaria trabalhando para restringir as proteções legais para o aborto.

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Outro tema destacado pelos palestrantes de 26 de agosto foi a liberdade religiosa. Cissie Graham Lynch, neta do líder evangélico Billy Graham, falou sobre a importância desse direito "em nossas escolas, em nossos empregos e sim, na esfera pública também".

“Nossos fundadores não tiveram a visão de uma fé silenciosa ou oculta: eles lutaram para garantir que as vozes da fé fossem sempre bem-vindas, não silenciadas nem atacadas”, disse Lynch; e lamentou que durante a administração Obama / Biden "essas liberdades estiveram sob ataque".

Entre esses ataques, a neta do líder evangélico referiu-se ao mandato anticoncepcional do governo Obama, à pressão sobre questões relacionadas à ideologia de gênero nas escolas, e lamentou que “a visão de Biden-Harris não deixa lugar para as pessoas de fé".

Um momento emocionante na sessão de ontem foi a participação de Jon Ponder, que estava preso por assaltar um banco. Na prisão, ele se juntou à organização Hope for Prisoners (Esperança para os prisioneiros) e fez amizade com o agente do FBI que o prendeu. O Hope for Prisoners auxilia os internos com capacitação, assistência financeira e desenvolvimento profissional para sua integração na sociedade.

"Minha esperança para Estados Unidos é que todas as pessoas, independentemente de raça, cor, classe ou origem, aproveitem o fato de que vivemos em uma nação de segundas oportunidades", disse.

Publicado orginalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

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